Com 7 tons de pele e um novo corpo “gordinho”, a boneca Barbie abraça a bandeira da diversidade!


A fábrica de brinquedos Mattel anunciou o lançamento de três corpos diferentes para a famosa boneca Barbie, seu principal produto.

Com chegada prevista às lojas ainda para esse semestre, a nova linha “Fashionistas” – que são as bonecas mais comuns, direcionadas às crianças – vai contar com o corpo tradicional (que já tinha sofrido mudanças e ficado mais realista, com busto menor e quadril maior, em 2000), um corpo mais alto, um menor e – finalmente – um mais cheinho.

barbie corpos

Com 7 tonalidades de pele, 22 cores de olho, 24 tipos e cores de cabelo e a articulação dos pés que permite o uso de sapatos baixos, as bonecas são prova do impacto que o debate social vem causando no consumo e como as grandes corporações tem procurado responder às novas demandas.

Criticada por reproduzir padrões irreais de beleza, a boneca que é ícone mundial foi lançada em 1959 por uma mulher, Ruth Handler, com a proposta libertária de permitir que as meninas imaginassem um futuro não necessariamente atrelado ao casamento e à maternidade. Depois de mais de 125 profissões, a mudança de padrão é talvez o que faltava para que a marca Barbie se revitalizasse como um marco na vida de meninas e meninos do mundo inteiro.

https://www.youtube.com/watch?v=vPETP7-UfuI

Recentemente, a linha colecionável apresentou um comercial com um menino brincando com a boneca, e nesse milênio algumas campanhas resultaram no lançamento de bonecas com cadeiras de roda e até carecas, para meninas lutando contra o câncer.

capa

As bonecas de coleção também incluem heroínas como a Katniss de Jogos Vorazes e diversas versões da Mulher Maravilha, e em todo ano eleitoral americano a boneca é lançada em campanha para a presidência, refletindo o crescente papel de destaque da mulher na política e na cultura pop. A mudança é tão significativa que está na capa da revista TIME da semana. Entretanto, vale lembrar que a chegada dessas bonecas às grandes lojas é condicionada aos pedidos dos lojistas, então é preciso que o público demonstre interesse e faça pressão, já que particularmente no Brasil o racismo estrutural faz com que os modelos diferentes não sejam encomendados, mesmo quando o fabricante os disponibiliza.

A campanha #TheDollEvolves – a boneca evolui – mostra que um mundo melhor é aquele que abraça a diversidade.

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