5 dicas pra não passar por preconceituoso


Ao longo da última semana vimos que uma banana endereçada a um negro atleta influente na Europa mobiliza celebridades, políticos e oportunistas artistas. No entanto, um tweet a um negro anônimo, em que se ofereceu essa mesma fruta, foi  inocentado pela lei, por ter tido a intenção de fazer rir.

Num país que reconhece o racismo mas não se reconhece racista, realmente fica difícil distinguir piada de racismo. Toda essa polêmica das bananas ao menos serviu pra deixar claro que yes, nós temos racismo! Racistas… Bom, aí já é uma outra história. E também para alertar que não se pode engajar em causas sociais por modinha-criada-por-agência sem correr o risco de ser acusado de preconceituoso depois.

Embora vivamos numa democracia que nos dá o direito de nos engajar pelas causas e motivos que quisermos, todos sabemos que brasileiro tem preconceito de ter preconceito. Por esse motivo resolvi criar essa lista para ajudar quem quer demonstrar seu não-preconceito em campanhas conscientes nas redes sociais.

1. DESCUBRA A FONTE

Fonte

A partir de agora é de extrema importância que saibamos a origem de toda campanha solidária que ganha as redes sociais antes de nos unirmos a ela. Por isso investigue a matriz da campanha e siga para o próxima passo.

2. ANALISE O MARCO-ZERO

Indiana Jones Confuso

Por mais que campanhas virtuais se beneficiem do apoio de personalidades, quando uma delas inicia uma é necessário analisar os seus motivos. Uma campanha contra a homofobia iniciada pelo Bolsonaro ou o Feliciano alarmaria a todos. O mesmo serve para famosos que nunca se posicionaram contra um dado preconceito antes e agora emprestam a sua cara.

Se alguém considerado branco levanta a bandeira contra o racismo, ou alguém de alto nível social resolve advogar por melhores condições de trabalho e remuneração, verifique se há uma pulga sua orelha não está coçando e corra para a próxima etapa.

3. PROCURE UM AMIGO

Dúvidas

Sabe aquele amigo “chato” que vê problema em tudo e é capaz de se ofender por “besteirinha” na sua timeline? Ele pode ser a pessoa perfeita para você perguntar se aquela campanha pode acabar se tornando uma furada. Principalmente se ele já se pronunciou sobre o assunto anteriormente.

Caso você tenha vergonha de perguntar ou não tenha intimidade para tal, acompanhe o seu feed até descobrir a sua posição sobre o assunto.

4. USE A LUPA

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Se você não conhece um desses “chatos”, ou simplesmente não está afim de ficar acompanhando nada que venha dele, sugiro que procure, pelo Face mesmo, por páginas ativistas sérias. As que recorrem ao humor dificilmente serão válidas.

Procure por termos que definam o preconceito: racismo, racista, homofobia, feminista, você é machista etc. Em questão de pouco tempo uma dessas páginas se posicionará sobre o assunto. [Jabá] A nossa página procura sempre se posicionar sobre polêmicas envolvendo minorias sociais. Curta-nos!

5. INFORME-SE

Hermione Leia Livro

No indesejado evento de nenhuma das opções anteriores terem dado certo, a sugestão dessa etapa final e definitiva é se informar sobre o assunto. Procure artigos que expliquem o preconceito. Suas origens, o argumento de algozes e as experiências de vítimas, assim como o que torna possível a sua manutenção e o privilégio de quem não se enquadra nas características discriminatórias.

Em outras palavras, coloque-se no lugar da vítima e entenda porque a militância é importante. Aprenda que aquele seu conhecido “chato” possa ser apenas alguém que não se cala frente a situações preconceituosas que magoam e oprimem inúmeros indivíduos. #SomosTodosChatos

BÔNUS

Se você tem preguiça de se livrar de preconceitos, pergunte-se a mesma mensagem seria bem-recebida se uma suástica estivesse envolvida?

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